Programam Cidades Limpas limpa lotes particulares baldios

Mutirão de limpeza em Águas Claras inclui manejo ambiental em terrenos baldios. Lotes abandonados são um risco à segurança e à saúde pública. Medida foi solicitada pela comunidade

Mesmo particulares, lotes e construções abandonadas podem ser vistoriadas e manejadas pelo governo, por conta do risco á saúde pública. Donos pode ter que pagar pelas intervenções

A 21ª edição do Cidades Limpas chegou a Águas Claras em 14 de agosto e terminou sexta-feira (25) com mobilização de 228 trabalhadores e 77 máquinas e equipamentos.
Por representarem um risco à saúde e à segurança pública, cinco terrenos abandonados começaram a ser limpos e cercados em Águas Claras nesta quarta-feira (23). A ação faz parte do programa Cidades Limpas, coordenado pela Secretaria das Cidades.
Após reclamação de moradores, a administração regional constatou que os espaços serviam para despejo de entulhos e esconderijo de criminosos, além de apresentar risco de proliferação de vetores de doenças, como o mosquito Aedes aegypti, ratos e escorpiões.
O primeiro lote a receber a ação fica no cruzamento da Rua 36 Sul com a Avenida Jequitibá. Foram feitos nesta manhã limpeza, roçagem, poda de árvores, manejo ambiental e cercamento.
A administração regional estima que existam cerca de 20 terrenos abandonados em Águas Claras. Os cinco focados hoje têm prioridade por trazerem maiores riscos. Ainda haverá ações nas Quadras 33 Norte, na 101, na 102 e na Avenida Araucárias.
De acordo com a secretária Patrícia Lira, de 36 anos, moradora da região, o local está infestado de ratos, fato que ela observa sempre que desce com o cachorro. “Que bom que vão limpar, vai amenizar a situação”, comenta.
Síndica do prédio vizinho ao terreno infestado, Cristiane Fernandes diz que os moradores do prédio já entraram na Justiça por alguma solução para os problemas. Um deles é a erosão do terreno, com cerca de 15 metros de profundidade. “Colocar tapumes vai ajudar, pois o desnível é um perigo para quem passa por ali”.

O administrador Maneol Valdeci (no centro) entre os responsáveis pela operação em Águas Claras, como a Secretaria de Cidades, a Novacap, o SLU e outros

O Cidades Limpas colhe as reclamações de moradores em reuniões preparatórias com órgãos como administrações regionais, Ouvidoria-Geral, Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social e Diretoria de Vigilância Ambiental.

 

“A proposta é melhorar o ambiente onde as pessoas moram”, explica o subsecretário de Desenvolvimento Regional e Operação nas Cidades, Manoel Alexandre.
A ação conta com apoio da administração regional, do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), da Diretoria de Vigilância Ambiental e da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap).
Veículos

Carros abandonados, além de ocupar vagas de estacionamento, também oferecem risco à saúde dos moradores próximos, principalmente por acumular água e sujeira

O governo identificou cerca de cem carcaças de veículos abandonados pelas ruas da região. Os proprietários foram notificados, e, caso os veículos permaneçam nas ruas, serão removidos pelas equipes do Cidades Limpas.

Lançado em novembro do ano passado, o programa já passou por 19 localidades: Gama, Itapoã, Paranoá, Ceilândia, Brazlândia, Estrutural, Planaltina, São Sebastião, Fercal, Sobradinho II, Vila Planalto, Guará, Sobradinho, Samambaia, Taguatinga, Riacho Fundo I, Santa Maria, Recanto das Emas e Riacho Fundo II.