Uma nova feira para Águas Claras

Com grande demanda por alimentos produzidos perto de casa, de forma sustentável e orgânica, moradores da cidade carecem de uma nova feira, ou um “mercado municipal”

Em maio de 2002, alguns produtores atenderam a um pedido do administrador regional e Águas Claras e organizaram-se Associação dos Feirantes de Águas Claras. Inicialmente foi montada uma pequena feira próxima da Estação do metrô da Estação Águas Claras. “Hoje, após diversas mudanças, estamos alojados em terreno cedido pela Administração Regional até que seja efetivada a localização da feira, em local definitivo. Desde a fundação não conseguimos a regularização, apesar de nossos incessantes esforços. Entretanto pagamos pontualmente taxa de ocupação de área pública. A nossa infraestrutura é precária, pois não contamos com água e luz, tampouco banheiros”, explica César Castro, vice-presidente da associação.

Hoje, a feira funciona das 7 às 13 horas e acontece todos os sábados e domingos. O endereço da feira de Águas Claras é Av. Sibipiruna nº 1 ao lado do batalhão da PM e fazendo esquina com a Av. Araucárias.

Um mercado regional
Os feirantes buscam hoje uma área para a construção definitiva de um “mercado municipal”, onde os produtos locais pudessem ser comercializados com conforto e segurança. “Nossa pretensão é construir, a partir de parceria público privada, o prédio da feira permanente (mercado regional) cujo projeto pretende ser uma referência de Águas Claras como mercado modelo, não somente com a comercialização de produtos de excelente nível, mas também como integração completa com a comunidade. O projeto foi concebido com intuito tornar a feira um local de interação com os moradores de Águas Claras, fazendo com que ela seja uma referência para as atividades sociais da cidade”, completa o presidente da AFAC, Herbert Oliveira.

O projeto foi concebido com intuito tornar a feira um local de interação com os moradores de Águas Claras, fazendo com que ela seja uma referência para as atividades sociais da cidade. Nele está contemplada a criação de diversas atividades, quais sejam: área composta por um pequeno palco e camarim para utilização das escolas locais, e externamente, a construção de um coreto para apresentação prioritariamente de artistas da comunidade, valorizando a educação e as artes regionais.
Além da comercialização de produtos, o espaço pode servir para oficinas de agricultura urbana, artesanato, Tai Chi Chuan, meditação, apresentações artísticas e palestras sobre saúde e qualidade de vida, com o objetivo de integrar, socialmente, crianças, jovens, adultos e idosos em diversas atividades culturais para promoção de saúde, conhecimento e bem-estar.