A musicalidade versátil de Luiza Possi

Texto: Vanessa Castro
Fotos: Pupin Deleu

Com DNA musical, Luiza Possi é uma cantora de muitas facetas e um dos grandes nomes da MPB. Em uma entrevista exclusiva, a cantora fala sobre os aprendizados e reflexões causados pela pandemia e sobre o novo formato de show (ela se apresenta hoje no último final de semana do Festival Drive-In no Aeroporto de Brasília). Essa é a sua primeira apresentação no formato “drive-in” da carreira. Conta, ainda, sobre sua relação com a cidade, com os fãs e a maternidade.

O show será realizado a partir das 22 horas e a abertura fica por conta da cantora Juliana Müller. Os ingressos estão disponíveis no site www.sympla.com.br e custam R$ 180,00 (por carro, para até quatro pessoas). A classificação é livre. Confira a entrevista:

Quais as expectativas e o que o público pode esperar desse novo formato?

Pois é, é o meu primeiro drive-in então ainda não sei o que vai acontecer, não sei. Mas eu tô muito ansiosa e muito feliz de poder sentir, pelo menos, a vibração do público, mesmo que seja dentro dos carros. Do ponto de vista artístico, é uma sobrevivência, né? É a sobrevivência da cultura, sobrevivência dos shows, sobrevivência do entretenimento, que tanto o público tá morrendo de saudade quanto os artistas também, né? Então, é um modo de sobrevivência num período extremamente conturbado. É uma salvação, eu diria assim.

O que tem sido preparado, em especial, no piano e voz?

Bom, o piano e voz vai contar, também, com um músico no violão. Então, será piano, voz e violão. Porque tem muitas músicas novas minhas que têm muito a presença do violão. Então, vai ser um show com sucessos da minha carreira, sucessos que eu gosto de cantar, músicas novas que eu tenho lançado.

Qual a sua relação com Brasília? Aqui em Brasília, o Jorge, que é presidente do seu fã clube, se comunica e mobiliza produtores para seus shows ocorrerem.

Vai ser bem emocionante voltar a Brasília. Minha relação com Brasília é maravilhosa. Eu amo esse lugar. Tenho uma relação própria com a cidade, com os fãs, com as pessoas. Tenho amigos em Brasília. O presidente do meu fã clube, o Jorge, ele é maravilhoso. Ele e meus fãs que mobilizaram todos os produtores, realmente, para fazer esse show.

Alguma situação inusitada ou marcante pela qual você passou em shows?

Uma vez eu fiz um show em Brasília no dia em que a Whitney Houston morreu. E eu fiquei muito tocada. era um teatro bem grande. E, pela primeira vez, eu fiz “I will always love you”, fechei os olhos assim… E, quando eu abri, tava o teatro inteiro em pé, me ovacionando. E aquela é uma das cenas que nunca saiu da minha cabeça. Foi um momento muito marcante.

Quais cantoras a inspiram e o que tem escutado ultimamente?

Ah, eu tenho escutado a Iza, acho que ela é uma pessoa que me inspira. Tenho escutado bastante Beatles, que é uma coisa que sempre escutei. Da nova geração, a Iza, o Melin, toda essa galera tem me inspirado bastante

Quais planos para dar continuidade à carreira mesmo em tempo de isolamento social?

Eu tô fazendo um álbum junto com o DiMaria, compondo pra esse álbum. São 21 músicas que a gente tá fazendo pra escolher 10. Já, já sai um álbum completo, então, não paramos não. A música está sempre presente.

Na sua concepção de artista, qual sua visão sobre as lives musicais e se perdurarão mesmo após o fim da pandemia?

Eu acho que não. Acho que as lives estão cada vez mais caindo os números, as visualizações. Acho que as lives não vão vingar mais muito tempo não. Até vão durar depois da pandemia mas a gente vai querer voltar direto pro palco, com certeza.

Como está a maternidade durante este período de isolamento social?

Ah, tudo meu fica pro Lucca, né? Toda minha atenção. Trabalho de casa mas é muito bom poder vê-lo crescer, né? Essa parte está sendo muito especial, poder estar perto dele em momentos em que talvez eu não pudesse.

Com quem sonha fazer um dueto?

Sonho em fazer duetos com Djavan. Djavan é uma pessoa com quem eu sempre sonhei em fazer um dueto.