Por Dái Ribeiro
Durante a programação da Zona Verde da COP30, realizada em Belém (PA), a rede de supermercados Bigbox e Ultrabox apresentou sua experiência com a certificação Lixo Zero, demonstrando como o setor varejista pode contribuir de forma prática para a sustentabilidade urbana. A participação ocorreu no estande da UNAMAZ (Associação das Universidades da Amazônia), em uma programação voltada à discussão de soluções empresariais para a transição ecológica.
Em entrevista à repórter Dái Ribeiro, o diretor de sustentabilidade da rede, Pedro Helou, detalhou as ações que levaram as lojas a conquistar a certificação concedida pelo Instituto Lixo Zero Brasil. Segundo ele, o resultado vem de um trabalho contínuo que envolve desde a separação rigorosa dos resíduos e compostagem de orgânicos até ações de logística reversa e parcerias com cooperativas de catadores. A capacitação das equipes, em todos os níveis, é um dos pilares do projeto.
Pedro destacou ainda que o varejo tem papel estratégico na mudança de comportamento dos consumidores e na redução dos impactos ambientais, especialmente em centros urbanos. A rede investe fortemente em educação ambiental interna, promovendo uma cultura organizacional voltada à sustentabilidade.
Um dos destaques apresentados foi a parceria com a Humana Brasil, por meio do projeto Repense Reuse. A iniciativa atua na triagem e reaproveitamento de roupas usadas, promovendo a customização e revenda das peças. O objetivo é estender o ciclo de vida dos produtos têxteis, reduzir o descarte e, ao mesmo tempo, gerar trabalho e renda. Para Pedro Helou, esse é um exemplo claro de como é possível aliar sustentabilidade com inclusão social por meio da economia circular.
A atuação da rede dialoga com outras iniciativas apresentadas na COP30, como o projeto Ecograna, que também propõe soluções sustentáveis a partir da valorização de resíduos. A convergência de propostas mostra que há espaço para modelos replicáveis, economicamente viáveis e socialmente justos.
A participação da Bigbox e Ultrabox na COP30 reforça a ideia de que o setor privado pode ser protagonista na agenda climática. Em um cenário que exige mudanças urgentes, cada escolha — no consumo, na gestão e na operação das empresas — conta para a construção de um futuro mais consciente e circular.






