por Elder Ferreira
Após a repercussão negativa das ações do DF Legal, que na última terça-feira (02/09) recolheu mercadorias de feirantes na Praça das Araras, Quadra 107, a Folha de Águas Claras procurou o administrador regional, Gilvando Galdino, para esclarecer como está o processo de regularização dos trabalhadores ambulantes na cidade.
Segundo Galdino, quando assumiu a gestão, em abril de 2025, havia cerca de 600 ambulantes atuando em Águas Claras , mas apenas 23 estavam devidamente regularizados. A maioria trabalhava em frente às estações do metrô, em estacionamentos, áreas públicas e até próximo a estabelecimentos comerciais fixos – situação que, segundo ele, caracterizava concorrência desleal.
“O decreto nº 39.769/2019 proíbe a comercialização em áreas públicas. Por isso, abrimos diálogo com os trabalhadores para buscar a regularização. Hoje, conseguimos ampliar o número de autorizações em áreas permitidas por lei, alcançando mais vendedores do que havia antes da minha administração”, explicou.
O administrador revelou que, após a medida legal, boa parte dos ambulantes optou por sair de Águas Claras, restando perto de 400 trabalhadores informais, principalmente no período da noite. “Registramos entre 100 e 120 pessoas que procuraram a administração para regularizar a situação”, pontuou Gilvando Galdino.
O gestor destacou ainda que os ambulantes regularizados passaram a atuar em áreas verdes, respeitando a distância de estacionamentos, calçadas e de cerca de 300 metros do comércio formal. “O meu compromisso e responsabilidade são com os moradores e com o comércio local”, reforçou.
Enquanto a Administração Regional de Águas Claras afirma apenas cumprir a legislação, cresce entre os moradores o apoio a um abaixo-assinado que pede a permanência de food trucks, feirinhas e vendedores ambulantes na cidade.
Muitos moradores manifestaram solidariedade aos trabalhadores informais, ressaltando que eles buscam garantir o sustento em meio ao alto índice de desemprego. Outros destacam a conveniência de ter produtos variados próximos de casa, além do valor social que esses encontros proporcionam, transformando as feiras em espaços de convivência e integração comunitária.
Ordem e valorização da cidade
Para Galdino, o objetivo central das ações da Administração Regional em parceria com o DF Legal é garantir ordem urbana e segurança jurídica. Ele argumenta que a ocupação irregular de espaços públicos pode provocar impactos negativos.
“Quando se instala a desordem, há desvalorização dos imóveis e fechamento de lojas. Por isso, todas as medidas adotadas têm o propósito de proteger a cidade e preservar sua organização”, afirmou.
O administrador pediu apoio da comunidade para que o trabalho continue. “Precisamos do engajamento de todos para manter a ordem pública. Nosso projeto é uma cidade limpa, organizada e valorizada. E vamos seguir firmes para que Águas Claras continue nesse caminho”, concluiu.






