A falta de iluminação pública tem se tornado um problema recorrente em diversas regiões do Distrito Federal, e Águas Claras não é exceção. À medida que a noite cai, pontos da cidade mergulham no escuro, gerando insegurança entre motoristas e pedestres que circulam pela região.
Um dos trechos mais críticos está na saída de Águas Claras, no sentido Areal. O local, bastante movimentado, tem exigido atenção redobrada dos motoristas. Sem a iluminação adequada, o risco de acidentes aumenta, principalmente em cruzamentos e vias com grande fluxo de veículos.
Quem vive ou trabalha na região relata a sensação constante de insegurança. “A gente sai do trabalho já preocupado. O entorno fica escuro e qualquer movimentação estranha já assusta”, comentou a vendedora Larissa Martins, moradora da Rua 25 Sul. Ela afirma que evita andar a pé depois das 20h por medo de assaltos.
Outro ponto que tem gerado reclamações é a Avenida Parque Águas Claras, onde alguns postes permanecem apagados há semanas. A situação se agrava em áreas próximas a praças e parquinhos, espaços frequentados por famílias e crianças durante o dia, mas praticamente intransitáveis à noite.
A situação se repete em outros bairros da cidade. Na Rua das Pitangueiras, por exemplo, moradores relatam que os postes apagados se tornaram um problema crônico. “Já registramos reclamações na ouvidoria algumas vezes, mas a resposta demora. E, quando consertam, pouco tempo depois o problema volta”, disse o aposentado Sérgio Lopes, de 68 anos.

Causas e prejuízos
De acordo com a CEB IPES, empresa responsável pela iluminação pública no DF, o principal motivo das falhas tem sido o furto de cabos e equipamentos. Em todo o Distrito Federal, já foram furtados, até julho deste ano, cerca de 57 km de cabos, o que representa um prejuízo estimado em R$ 1,1 milhão. No mesmo período do ano passado, o número foi de 39 km.
“Esses crimes têm se disseminado de forma contumaz, afetando diretamente a prestação dos serviços e comprometendo o funcionamento regular da rede de iluminação”, informou a companhia em nota.
As regiões com maior incidência desses furtos são as quadras 700 e 900 da Asa Sul e da Asa Norte, mas áreas de crescimento como Águas Claras também têm sofrido com ações criminosas que dificultam a manutenção do sistema.