por Aline Diniz

Faça chuva ou faça sol, cedo pela manhã ou no fim da tarde, o movimento no Parque de Águas Claras se mantém constante. Em meio aos prédios que marcam o perfil urbano da cidade, o espaço verde é usado por quem busca caminhar, praticar atividades físicas, passear com pets ou reduzir o ritmo da rotina.
Além do lazer, o parque é apontado por frequentadores como um equipamento público com função social e ambiental, reunindo públicos diversos e favorecendo encontros no cotidiano. Para moradores que acompanham a história do local desde os anos 1990, o espaço representa uma conquista ligada à identidade da cidade e recebe também visitantes de outras regiões.

José Júlio de Oliveira é requentador desde os anos 1990, ele lembra a mobilização pela criação do Parque de Águas Claras e defende reforço na segurança, sobretudo à noite.

Um desses frequentadores é José Júlio de Oliveira, que diz ter participado das mobilizações pela criação do parque. “Desde que cheguei em Águas Claras percebi que ali estaria o coração e a alma da cidade. Juntamente com minha família e amigos, dedicamos esforços para que fosse criado e fixado o parque. Hoje, vejo nosso parque como um refúgio onde, cercados por arranha-céus, podemos respirar ar puro”, relata.
Ele destaca a localização como diferencial. “Um dos principais pontos positivos é a localização privilegiada, onde de qualquer ponto da cidade podemos acessá-lo sem a utilização de carro.” Ao mesmo tempo, aponta demandas. “Mais segurança no parque é fundamental, principalmente à noite. O usuário precisa ter essa sensação a qualquer hora e dia da semana.” José Júlio também menciona possíveis avanços ambientais. “A construção de mais lagoas, aproveitando a topografia do parque, impactaria diretamente na qualidade do ar em toda Águas Claras.”

Frequentadora assídua, Daniella dos Santos destaca a convivência e o contato com a natureza, mas cobra melhorias em iluminação e segurança no início da manhã e após as 18h.

A percepção de que o parque influencia a qualidade de vida é compartilhada por Danielle dos Santos, frequentadora assídua. “É um lugar agradável, tranquilo, com muita natureza, verde e pessoas legais de se conviver. Além disso, é indispensável para levar meu cachorrinho para passear”, conta. Segundo ela, a convivência é um dos pontos positivos. “Os espaços de socialização funcionam muito bem, assim como as comodidades próximas.”
Danielle também afirma que a iluminação e a segurança ainda precisam de reforço. “Não me sinto tranquila de frequentar o parque depois das 18h, nem antes das 6h da manhã. Acredito que seja um ponto de melhoria desse ambiente fundamental para todos nós.” Ela menciona ainda a importância da conscientização dos próprios usuários quanto ao descarte de lixo e aos dejetos dos animais. “O lazer, a convivência e o esporte são atividades saudáveis para o corpo e para a mente, e o parque é um espaço perfeito para contemplar tudo isso.”
No dia a dia, o público é variado, como observa José Júlio. “Encontramos crianças, jovens, adultos e idosos, pessoas em família, esportistas e até quem está em tratamento de saúde. Nos fins de semana, é comum ver pessoas de outras cidades aproveitando as belezas e o conforto do parque.” Danielle também descreve um perfil marcado por atividades ao ar livre. “Vejo muitos esportistas e famílias, o que mostra pessoas engajadas com o bem-estar e com a saúde física e mental.”
Entre elogios e sugestões, os relatos convergem para a avaliação de que o Parque de Águas Claras é parte da rotina da cidade e pode avançar com medidas que reforcem segurança, iluminação, infraestrutura e preservação, mantendo o papel de integrar natureza e convivência no cotidiano dos moradores.