A SyncPay, fundada em 2024, amplia sua infraestrutura de pagamentos para SaaS, micro-SaaS e empreendedores digitais.

A empresa reúne API, checkout, link de pagamento e assinaturas numa mesma plataforma e passa a permitir que agentes de IA como Claude, ChatGPT e Cursor operem pagamentos por meio de um conector próprio.

A inteligência artificial reduziu o tempo e o custo de criar um software. Ferramentas que escrevem código e conectam serviços permitem que uma pessoa sozinha coloque um produto no ar em dias. O passo seguinte, cobrar por ele, continua exigindo estrutura: receber pagamentos, renovar assinaturas, lidar com inadimplência e dividir receita entre sócios ou parceiros.

É nesse ponto que a SyncPay, fintech criada em Brasília em outubro de 2024, concentra sua expansão. A empresa oferece infraestrutura de pagamentos para negócios digitais, do empreendedor que faz a primeira venda à empresa de software que precisa embutir a cobrança no próprio produto.

 

Do link de pagamento à API

Quem está começando pode vender por link de pagamento ou checkout, sem escrever código. Empresas com equipe técnica integram os mesmos recursos aos seus sistemas por API. A plataforma aceita Pix, cartão de crédito, Pix Automático e Apple Pay.

Na cobrança recorrente, o cliente cria planos, cadastra assinantes, pausa, reativa, cancela ou troca o plano de uma assinatura e acompanha cada pagamento num painel. A divisão automática de receita, o split, permite repartir cada cobrança entre diferentes recebedores, um recurso comum em parcerias, afiliados e marketplaces.

Para um SaaS, isso significa oferecer planos mensais, renovar assinaturas automaticamente e cobrar clientes inadimplentes sem construir essa camada financeira internamente.

Pagamentos operados por agentes de IA

A aposta mais recente da empresa está na integração com inteligência artificial. A SyncPay disponibiliza um conector no padrão MCP, o protocolo usado por assistentes como Claude, ChatGPT e Cursor para acessar serviços externos. Depois de conectado com as chaves de API da conta, o assistente pode criar links de pagamento, consultar saldo e executar outras operações a partir de um pedido em linguagem natural.

Na prática, um desenvolvedor que constrói um aplicativo com ajuda de IA pode pedir ao próprio assistente que integre a cobrança, sem precisar estudar cada endpoint da documentação. As operações seguem as permissões das chaves definidas pelo titular da conta.

A empresa também estuda o uso de IA na recuperação de receita, como o acompanhamento de pagamentos pendentes e a cobrança de assinaturas que falharam.

Crescimento

Segundo a SyncPay, a plataforma processa mais de R$ 100 milhões por ano e já soma mais de 35 mil contas criadas. O atendimento é feito por pessoas, 24 horas por dia, pelo WhatsApp. A sede fica no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

“Criar um software ficou muito mais fácil com a inteligência artificial. Transformar esse software em negócio ainda exige receber, cobrar todo mês e lidar com quem não pagou. A gente quer que essa parte deixe de ser o gargalo, seja para quem está fazendo a primeira venda, seja para a empresa que integra pagamento direto no produto. E o próximo passo é o próprio agente de IA conseguir montar essa integração”, explica Gustavo Braga, fundador da SyncPay.

Para outras informações: www.syncpayments.com.br

Instagram @sync.pay