Por Elsânia Estácio

Dois programas fundamentais no enfrentamento à violência contra a mulher se destacam nesse trabalho: o Comitê de Proteção à Mulher, coordenado pela subsecretária Luana Maia, e o Policiamento de Prevenção Orientada à Violência Doméstica e Familiar (PROVID), do 17º Batalhão da Polícia Militar, coordenado pela Tenente Tamiris Manhães Eleutério. Cada iniciativa atua em dimensões diferentes, mas complementares, reforçando a rede de apoio local e garantindo que nenhuma mulher precise enfrentar sozinha o ciclo da violência.
Essas ações atuam em frentes diferentes, mas conectadas. Enquanto o Comitê se estrutura como espaço de escuta, orientação e encaminhamento das vítimas, o PROVID aposta na presença ativa da polícia nas residências, com visitas periódicas e planos de segurança personalizados. Em comum, os dois programas carregam o objetivo de garantir que mulheres em situação de violência não se sintam sozinhas e tenham acesso rápido a uma rede de apoio efic
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Comitê de Proteção à Mulher: escuta e proximidade
À frente da Subsecretaria de Proteção à Mulher está Luana Maia, que hoje se dedica a coordenar e fortalecer os Comitês em todas as regiões administrativas do DF, incluindo Águas Claras. “Minha missão é garantir que cada Comitê funcione como um espaço de acolhimento, orientação e encaminhamento para mulheres em situação de violência. A ideia é que a mulher encontre ali um ponto de apoio seguro, onde não será julgada, mas ouvida e amparada”, explica.
Para Águas Claras, os planos dela são de expansão. “Queremos ampliar o alcance do Comitê, levar informações para escolas, promover oficinas de empoderamento e rodas de conversa nos espaços públicos. Quanto mais presente estivermos na comunidade, mais fácil será romper barreiras e salvar vidas.”

PROVID: prevenção com proximidade
No campo da segurança pública, o protagonismo é do PROVID, coordenado pela Tenente Tamiris Manhães Eleutério no 17° Batalhão de Polícia Militar de Águas Claras. O programa, que já realizou mais de 600 visitas domiciliares em 2025, é visto como uma virada de chave no policiamento. “O PROVID surgiu como resposta à necessidade de termos uma ação especializada e proativa. Não esperamos a violência se repetir para agir. Nossa função é prevenir. Por isso, criamos planos de segurança individualizados e visitamos as vítimas periodicamente, para que elas se sintam seguras e saibam que o Estado está ao lado delas”, destaca Tamiris.
O diferencial do programa está justamente nessa proximidade. “O PROVID entra na rotina da vítima, acompanha sua realidade e estabelece um vínculo de confiança. Esse vínculo é fundamental para que possamos orientar, garantir o cumprimento de medidas protetivas e articular com a rede de apoio. É um trabalho humano, que exige escuta ativa e sensibilidade.”

Articulação em rede
Tanto o Comitê quanto o PROVID têm em comum a forte articulação com a rede de proteção. Delegacias, Centros de Atendimento, Juizados, Defensoria Pública e até escolas estão entre os parceiros que ajudam a dar respostas rápidas e eficazes. “A violência contra a mulher não é um problema individual, é social. Só será superada com a participação de todos, Estado, comunidade e famílias”, enfatiza Luana.
Já segundo a Tenente Tamiris, o PROVID se torna um braço do Estado dentro da casa da vítima. “Esse trabalho só faz sentido porque caminhamos juntos com outros órgãos. Cada caso atendido é o resultado de um esforço coletivo.”

 

Canais de contato

Comitê de Proteção à Mulher Coordenação: (61) 8279-0396

PROVID
17º Batalhão da Polícia Militar em Águas Claras: (61) 99969-2791