Mais da metade dos moradores do Distrito Federal manifestam a intenção de comprar um imóvel, segundo a pesquisa “Retratos do Morar”, divulgada nesta terça-feira, 25 de novembro. O estudo, realizado pela Ipsos-Ipec a pedido do QuintoAndar e do portal Wimoveis, revelou que 52% dos entrevistados no DF desejam conquistar a casa própria. O dado está acima da média nacional, que é de 41%.
Apesar do desejo crescente, as condições financeiras ainda impedem grande parte da população de realizar esse objetivo. Segundo a pesquisa, 39% dos brasilienses disseram não ter recursos para pagar a entrada ou arcar com as parcelas de um financiamento. Outros 28% apontaram o aumento dos preços como um obstáculo, enquanto 36% relataram que suas despesas mensais já comprometem a renda total, impossibilitando economias para o futuro.
Durante a apresentação do estudo, Eduardo Miranda, diretor-geral do Wimoveis, destacou que o interesse pela casa própria acompanha um sentimento de busca por estabilidade. “O morador do Distrito Federal é pragmático: enxerga o imóvel como um pilar de segurança financeira. Mas o levantamento mostra que o caminho para alcançar essa estabilidade é, ao mesmo tempo, o maior desafio nos dias de hoje”, afirmou.
O levantamento mostrou ainda que morar de aluguel é realidade para 41% da população do DF, um número consideravelmente acima da média nacional, que é de 29%. Entre os que pretendem comprar um imóvel, 30% disseram que o principal motivo é justamente a vontade de deixar de pagar aluguel.
O estudo também fez um retrato do perfil das moradias no DF. Em média, vivem três pessoas por domícilio. A maioria dos moradores (57%) reside em casas, incluindo condomínios, vilas e ruas abertas, enquanto 41% vivem em apartamentos, studios ou kitnets. Este último dado está acima da média brasileira e reflete a urbanização de regiões como Águas Claras, onde há predominância de moradias verticais e alta concentração populacional.
Entre os fatores mais valorizados na escolha de um imóvel estão a segurança e a tranquilidade da região, além da infraestrutura de lazer, cultura e esportes. Também são levados em conta a proximidade com o trabalho, escolas, familiares e amigos; acesso ao transporte público; privacidade; custo de vida mais baixo e proximidade com áreas verdes.
No geral, 65% dos entrevistados disseram estar satisfeitos ou muito satisfeitos com sua moradia atual, o que aponta um grau razoável de conforto, apesar das dificuldades relatadas para a aquisição de um novo imóvel.
A pesquisa foi realizada entre os dias 14 e 31 de agosto de 2025, com 2.485 entrevistas online com pessoas das classes A, B e C em todas as regiões do país. No Distrito Federal, foram ouvidas 200 pessoas, com margem de erro de sete pontos percentuais.