A publicação do novo decreto que atualiza as regras do programa Nosso Parque Legal pode representar um avanço importante para uma das principais reivindicações dos moradores de Águas Claras: a estruturação do Parque Central.
Embora a área destinada ao parque já exista, a comunidade há anos cobra investimentos que permitam transformar o espaço em um parque urbano plenamente equipado, com infraestrutura adequada para lazer, esporte, convivência e preservação ambiental.
A nova regulamentação, publicada pelo Governo do Distrito Federal, amplia as possibilidades de parceria entre o poder público e a iniciativa privada para implantação de equipamentos, manutenção, revitalização e melhorias em parques urbanos. O modelo permite que empresas e instituições realizem investimentos por meio de doações e acordos de cooperação, sem custos diretos para os cofres públicos.
Segundo o secretário de Governo, Takane Nascimento, a atualização do programa fortalece a capacidade do Estado de ampliar e modernizar a infraestrutura dos parques urbanos em diferentes regiões administrativas.
Entre as melhorias previstas estão a instalação de academias ao ar livre, quadras poliesportivas, pistas de caminhada, ciclovias, iluminação, mobiliário urbano e áreas de convivência.
Para Águas Claras, a medida surge em um momento oportuno. Moradores e lideranças comunitárias vêm defendendo há anos a implantação da infraestrutura do Parque Central, considerado fundamental para ampliar a oferta de áreas verdes e espaços públicos em uma das regiões mais adensadas do Distrito Federal.
O novo decreto mantém a gestão e a fiscalização dos parques sob responsabilidade do Governo do Distrito Federal, ao mesmo tempo em que cria mecanismos para atrair investimentos privados destinados à melhoria dos espaços públicos.
Atualmente, o Distrito Federal possui 30 parques urbanos criados e outros quatro em fase de implantação. A expectativa é que a regulamentação permita acelerar projetos de qualificação e modernização dos parques já existentes.
No caso de Águas Claras, a nova ferramenta poderá contribuir para tirar do papel parte da infraestrutura aguardada para o Parque Central, transformando a área em um espaço mais acessível, seguro e adequado para o uso da população.





